terça-feira, 15 de abril de 2008

O nosso Póster !!!

Nestas últimas duas semanas, elaborámos o póster do nosso trabalho. Foi uma etapa do projecto que nos deu bastante prazer realizar e... cá está ele:




Estamos satisfeitas com o resultado!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Flora do rio Zêzere

Quanto à flora, o revestimento florestal das margens do Zêzere é constituído pelo Carvalho Negral (Quercus pyrenaica), Carvalho Roble (Quercus robur), Pinheiro Marítimo (Pinus pinaster Soland), Pinheiro Manso (Pinus pinea), Azinheira (Quercus rotundifolia) e Sobreiro (Quercus suber).

Carvalho Negral

Carvalho Roble

Pinheiro Marítimo


Pinheiro Manso


Azinheira

Sobreiro


terça-feira, 1 de abril de 2008

Fauna do rio Zêzere

Estamos de volta e, após estas duas semanas de férias, actualizamos, uma vez mais, o nosso blogue!
Já anteriormente referimos, embora de forma muito sintetisada, as espécies que habitam o rio Zêzere. Neste post, apresentá-las-emos com maior especificidade.

Podemos encontrar duas espécies de truta-de-rio. A espécie Salmo trutta trutta habita principalmente as barragens de Santa Luzia e o Rio de Unhais. Nos rios Ceira, de Unhais e na ribeira da Malhada do Rei pode ser encontrada a espécie Salmo trutta fário.

Salmo trutta trutta


Salmo trutta fario


A espécie Chondrostoma polylepis Steindachner, vulgarmente chamada Boga, tem uma distribuição relativamente elevada nas barragens do Alto Ceira e de Santa Luzia.


Chondrostoma polylepis Steindachner

As Barragens localizadas nas Serras da Pampilhosa e certos locais do Rio Zêzere são também habitados pela Carpa (Cyprinus carpio). Em Portugal, esta espécie existe em quase todas as bacias hidrográficas, à excepção das bacias a Norte do rio Douro.

Cyprinus carpio


O Achigã (Micropterus salmoides) encontra-se sobretudo na bacia hidrográgica do Tejo e a Sul desta. No entanto, na Barragem de S. Luzia e Alto Ceira atinge um elevado número de indivíduos.

Micropterus salmoides


Por fim, a espécie Anguilla anguilla, conhecida por enguia ou eiró, outrora muito comum no Rio Zêzere e praticamente em todos os outros rios, pode ser encontrada nas serras da Pampilhosa.
As enguias são peixes marinhos de profundidade, mas passam um período de crescimento em água salobra ou doce. Hoje, devido à má planificação das barragens construídas nas décadas de 40 e 50 do século passado, é mais rara.


Micropterus salmoides

terça-feira, 11 de março de 2008

Chegou o fim...

Terminou mais um período deste ano lectivo, é verdade! Agora é altura de fazer um balanço e uma reflexão sobre o nosso projecto. "Cresceu" bastante neste dois meses e meio: realizámos as duas experiências laboratoriais que tínhamos planeado, visitámos as instalações do Citeve, concluímos o trabalho escrito e divulgámos o nosso blogue!

Para o terceiro período está reservada a realização do poster do projecto, a concepção do álbum fotográfico, a preparação da apresentação dos nossos trabalhos e talvez uma visita de estudo... Claro que não podemos esquecer este nosso espaço online, onde continuaremos a dar conta das nossas actividades e das nossas pesquisas acerca do rio Zêzere!

Por agora, só nos resta desejar boas férias!




(Imagem retirada do site: http://www.cartuns.com.br/descanso.GIF)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O rio Zêzere


Depois de tratado o tema da eutrofização e de serem dados a conhecer os pontos mais importantes da nossa pesquisa e trabalho, começaremos a estudar o processo de eutrofização do rio Zêzere. Assim, neste primeiro "post" dedicado ao rio Zêzere, faremos uma breve apresentação deste rio que nasce na nossa zona!

O rio Zêzere é o segundo maior rio exclusivamente português, após o rio Mondego. Nasce na Serra da Estrela, a cerca de 1900 m de altitude, entre Manteigas e Covilhã, junto ao Cântaro Magro, onde define um vale glaciar. Seguindo para sudoeste, desagua no rio Tejo a oeste de Constância, após ter percorrido cerca de 242 quilómetros.

Os seus principais afluentes na margem direita são: o rio Alge, o rio Cabril, a ribeira de Unhais, o rio Nabão, a ribeira do Paul e a ribeira de Pêra. Na margem esquerda encontramos a ribeira de Bogas, a ribeira de rio Caria, a ribeira da Malhadancha, a ribeira da Isna, a ribeira de Meimoa, a ribeira da Sertã e a ribeira de Teixeira.

Ao longo do seu percurso, podemos encontrar as seguintes albufeiras: Bouçã, Cabril, Capinha, Castelo de Bode, Cova do Viriato, Covão de Ferro, Meimoa e Santa Luzia.

A bacia do rio Zêzere tem 5062 km2 e possui uma densidade populacional de 55,81 hab/Km2. É constituída principalmente por xistos (53.7%), ocorrendo igualmente granitos e afins (15.9%), arenitos, conglomerados, calcários, calcários dolomíticos, calcários margosos, margas (18%), com menor expressão ocorrem quartzitos (4.9%).

A nível de fauna, entre as principais espécies que habitam o rio encontramos trutas-de-rio, carpas, bogas, achigãs e enguias. A flora que predomina nas margens do rio é constituída pelo Carvalho negral, Carvalho roble, Pinheiro marítimo, Sobreiro, Azinheira, Pinheiro manso.

A entidade responsável pelo rio Zêzere é a Direcção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo - Divisão Subregional Médio Tejo.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Resultados!


Hoje analisámos os resultados da experiência 1: "Simulação de um processo de eutrofização". Aqui estão as fotografias no dia da realização da experiência e no dia da verfificação dos resultados:

no dia 22/01

Garrafa 1
Garrafa 2

Garrafa 3

Garrafa 4
no dia 19/02

Garrafa 1

Garrafa 1

Garrafa 2

Garrafa 2

Garrafa 3

Garrafa 3

Garrafa 4

Garrafa 4


A nível microscópico, na garrafa 1 há maior diversidade e quantidade de microrganismos.

Paramécia - Garrafa 1

Dáfnia - Garrafa 1

Conclui-se que houve um maior desenvolvimento tanto de algas, como de microrganismos, na garrafa 1, à qual adicionámos fertilizante. Também na garrafa 2 (água do lago e algas) houve crescimento de algas e o desenvolvimento de raízes, ao contrário do que sucedeu nas garrafas 3 e 4. Estas continham água da torneira e água destilada, respectivamente. Nestes últimos dois casos, as algas praticamente não se desenvolveram, começando a morrer e a deteriorar-se.

Assim, verifica-se que os efluentes resultantes das actividades humanas que utilizam substâncias ricas em azoto e fósforo, como a agricultura, aceleram o processo de eutrofização.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Visita ao CITEVE

No dia 12 de Janeiro fomos visitar as instalações do CITEVE.

Fachada do edifício

Inicialmente dedicado ao sector da indústria têxtil, o CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal), após o encerramento de muitas fábricas na zona, desenvolve, actualmente, a sua actividade de apoio técnico e tecnológico à indústria, estando relacionado com o desenvolvimento tecnológico, com actividades laboratoriais, controlo de qualidade, entre outros.

Visitámos os laboratórios de análises Físico-químicas, de análises de metais, de análises dos compostos orgânicos, da Química clássica e da microbiologia.

Laboratório de análises de metais

Laboratório de análises de compostos orgânicos

Bancada do laboratório de Química Clássica

Laboratótio de Microbiologia

Os três primeiros são sobretudo dedicados ao estudo de efluentes, à análise águas para consumo humano e ao controlo de qualidade têxtil. Nos laboratórios de Química clássica realizam-se ensaios de bancada, gravimetrias e volumetrias, enquanto que os trabalhos realizados no laboratório de microbiologia estão directamente relacionados com o estudo de bactérias.

O nosso objectivo com esta visita era não só recolher informação sobre o rio Zêzere, mas também fazer análises às amostras de água provenientes das nossas zonas de residência. Tal não foi possível, devido ao prazo de recolha das amostras. Contudo, na próxima semana, levaremos novas amostras de água para a determinação do CBO, CQB e fósforo. Desta forma, poderemos comparar os resultados provenientes do CITEVE com os obtidos na actividade experimental 2 - "Análise de amostras de água recolhidas no concelho da Covilhã" - , por nós realizada.

Infelizmente, quanto à informação acerca do processo de eutrofização no rio Zêzere, não nos foram fornecidos quaisquer dados. Isto, porque não se trata de um tema que o CITEVE explore, apesar de realizar análises a águas superficiais. No entanto, foi-nos indicada alguma bibliografia.